segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nietzsche - perfil, história e obra

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844, na casa pastoral de Rocken, na Saxônia.
A perda do pai, falecido aos 36 anos de idade, quando Nietzsche tinha apenas cinco anos, produziu nele um impacto profundo.
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Em 1958, ingressa no então famoso internato de Schulpforta, onde permanece até 1864 onde continua a dar vazão a um intenso fascínio pela composição musical, experimentado desde tenra idade. No internato, incrementa-se um interesse pelo estudo da Antiguidade clássica grega e latina. Problemas de cabeça e dificuldades de visão -, que já o atormentavam na infância, intensificam-se durante esse período.
[...] matricula-se em teologia e filosofia na Universidade de Bonn e data também de 1864 seu primeiro contato com a filosofia de Arthur Schopenhauer, que exerceria sobre ele uma influência marcante.
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Em 1869, aos 25 anos de idade, é indicado para ocupar a cátedra de filologia na tradicional universidade da Basiléia, na Suíça.
A universidade de Leipzig lhe concede o título de doutor em filologia, mesmo sem ele ter defendido tese, com base na qualidade de seus trabalhos publicados. Desde o início de seu professorado em Basiléia, Nietzsche estreita laços de amizade pessoal com Wagner e com o qual participaria, como militante filosófico, em seus projetos artisticos.
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A história da recepção da obra de Nietzsche tem início com o silêncio - um silêncio que reinou em torno de seus textos durante quase todo período de vida lúcida do autor.
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Os problemas de saúde se intensificam em meados dos anos 70. A visão piora em ritmo preocupante, e fortes dores de cabeça acompanhadas de crises de vômito, que abalam e extenuam o filósofo, tornam-se cada vez mais frequentes, forçando-o a pedir sucessivas licenças de seus encargos enquanto docente.
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Em 1876, embora sem rompimento formal, Nietzsche já consumara, em seu foro íntimo, o afastamento definitivo de Wagner e suas pretensões culturais.
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(Em 1882)atormentado por seus males fisícos e sentindo-se a cada dia mais isolado, em virtude da cortina de silêncio e mal-entendidos que pairava sobre sua obra (publicados: O Nascimentos da Tragédia; produção textual enquanto catedrático; Humano, Demasiado Humano - que marca seu rompimento com Wagner e Schopenhauer e o início do segundo período; Origem dos sentidos morais; Aurora; A Gaia Ciência)Nietzsche toma a decisão de abandonar definitivamente a carreira acadêmica. Em reconhecimento por seus méritos e serviços, a Universidade de Basiléia lhe concede modesta pensão vitalícia. Inicia-se então o ciclo de sua vida nômade [...]
Com Assim Falou Zaratustra, inicia-se a ultima fase da filosofia de Nietzsche, aquela em que seu pensamento atinge os limites da radicalidade crítica. Todavia, assim como os livros subsequentes: Para além de bem e mal (1886) e Para a Genealogia da Moral (1887)também não encontra praticamente nenhum eco.
É neste época de solidão que faz suas primeiras leituras de Doitoievski (que juntamente com Goethe e Stendhal alçaram às mais elevadas regiões da vida do espírito - segundo Nietzsche).
O ano de 1888 é o mais fecundo na produção intelectual de Nietzsche que escreve: O Crepúsculo dos Ídolos; O Caso Wagner, O Anticristo, Ecce Homo e Nietzsche Contra Wagner. Mas tambem é no final deste ano que sua saúde atinge o limite. No natal, envia a amigos várias cartas assinadas "O Crucificado" ou "Dionísio"; e redige uma declaração de guerra contra o primeiro-ministro da Prússia, Otto von Bismarck, e contra o imperador alemão. Foi um prenúncio do colapso mental que o acometeria em 3 de janeiro de 1889, em Milão. Nietzsche vivue mais 11 anos em completo e permanente estado de alienação mental, falecendo em 25 de agosto de 1990.
Ele assumiu até o fim a tarefa de levar o pensamentoa suas consequências extremas. Não tolerava as "máquinas de pensar, de gélidas entranhas".
Por essa razão, Nietzsche não pode ser lido como o são os outros clássicos da história e filosofia. Compreendê-lo implica recorrer não apenas aos textos publicados, mas também aos inéditos e a correspondência, uma vez que, para ele, filosofar é viver, isto é, transfigurar permanentemente em luz e chama tudo o que somos, tudo o que nos afeta.

*Texto produzido a partir de fragmentos de estudo - não representa, nem esgota o todo da história do autor.

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