O genio da civilização procede como Cellini, quando este realizou a fundição da sua estátua de Perseu: a massa líquida ameaçava não ser suficiente, mas tinha de ser: portanto, ele deitou lá para dentro terrinas e pratos e tudo o mais, que lhe veio para às mãos. E, do mesmo modo, aquele genio deita na fundição erros, vícios, esperanças, quimeras e outras coisas de metal, pior ou melhor, pois a estátua da humanidade tem que sair cá para fora e ficar pronta; que importa que, aqui ou ali, tenha sido empregada matéria inferior?
* Aforismo 258 de Humano, demasiado humano - Nietzche
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